segunda-feira, 19 de março de 2012

Gestão financeira a dois

Muitos casais descrevem as dificuldades de natureza financeira como o motivo que leva ao desentendimento e mesmo ao afastamento entre si. No entanto, existem situações em que a falta de dinheiro uniu o casal ou, pelo menos, aproximou-os.
Alguns estudos demonstram que as dificuldades financeiras são apontadas por casais de todas as classes sociais, o que nos leva a concluir que, mais do que a falta de dinheiro, aquilo que pode desencadear a ruptura conjugal, é a falta de uma gestão financeira a dois eficaz.
Muitas pessoas, apesar de estarem casadas, não conseguem partilhar  a gestão do seu ordenado com o cônjuge. Continuam a falar no "meu dinheiro" e no dinheiro dele/dela", chegando mesmo a falarem em "emprestas-me 20 euros? pago-tos no próximo mês". Esta não partilha até pode durar uns anos, mas os problemas vão surgir, principalmente quando nascem os filhos. Na minha opinião, não faz sentido haver uma gestão financeira separada, uma vez que todas as despesas são feitas por ambos. Até para os filhos é difícil de entender essa não partilha. "O dinheiro do pai" e o "dinheiro da mãe" não lhes faz qualquer sentido. Não ficaria melhor dizer " o dinheiro dos pais"?
Algumas pessoas já começam a partilhar despesas ainda enquanto namorados. Essas pessoas, na minha opinião, estão no bom caminho. É bem provável que tenham menos problemas no casamento. Partilhar tudo, principalmente a gestão financeira, é mesmo muito importante.
Se um casal evitar fazer essa partilha e se centrar na gestão individual de cada ordenado, estará a criar uma grande lacuna. Mais cedo ou mais tarde um dos membros do casal vai reclamar por existirem desequilíbrios. Além disso, esta situação tende a criar consumos escondidos, o que aumentará a falta de confiança entre os cônjuges. 
Para quem tem filhos, é mesmo muito importante haver um projeto familiar, caso contrário, os filhos vão sair prejudicados. Além de que, com esta atitude, os pais não estão a dar bons exemplos aos filhos.
Mas, claro, aceito diferentes formas de pensar.
Eu penso assim, e não me tenho dado mal com essa gestão financeira partilhada.
E vocês, partilham o vosso ordenado com o cônjuge?

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