quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Trabalho precário e então? Estime-o!

O objetivo da maioria das pessoas, hoje em dia, é acabar um curso, arranjar um emprego e ter a sua independência. 
Antigamente, essa independência, sobretudo nas mulheres, acontecia quando atingiam a maioridade e casavam. Até podiam nem ter emprego, bastava que o marido tivesse.
Hoje, tudo isso mudou. A mulher não procura a independência através do casamento, mas conseguindo um emprego que lhe permita pagar as contas e ter algum conforto.
Como todos sabemos, está cada vez mais difícil conseguir esse bem dito emprego. Existe cada vez mais a exploração das pessoas e, consequentemente surgem as depressões nessas mesmas pessoas.
Muitas concluíram cursos superiores,  investiram tempo e dinheiro e agora sujeitam-se a todo o tipo de trabalho a troco de alguns euros ao fim do mês.
É o país que temos, infelizmente.
Por essa razão, uma vez que a tendência não será a de melhorar, antes pelo contrário, o conselho que dou a estas pessoas é o seguinte:
1. Independentemente do trabalho que estejam a realizar, aprendam a gostar dele. Só com prazer no trabalho o irão aguentar por muito tempo.
2. Vejam nesse trabalho não só a fonte de rendimento ao fim do mês, mas também uma experiência na vossa vida. Se não lhes servir para mais, será para colocar no currículo .Um dia as coisas vão mudar, e essa experiência pode ser importante.
3. Pensem positivo e acreditem num futuro melhor.
4. Acreditem que nada acontece por acaso. A passagem por esse trabalho terá com certeza um objetivo traçado no vosso destino.
5. Estimem bem esse trabalho, mesmo que seja precário (hoje têm um, amanhã podem não ter nenhum).
6. Trabalhem com prazer. O trabalho dignifica as pessoas, não se esqueçam disso!


1 comentário:

  1. Há uns tempos, em pesquisa, ainda que “sem sentido”, fruto de um descontentamento “atormentante” e diário em relação à minha vida profissional e na tentativa de encontrar outra alternativa… encontrei o seu blog! Tenho-o vindo a ler, desde posts recentes a menos recentes. Na altura, o 1.º texto seu que encontrei e que vai de exactamente de encontro com as minhas escolhas quanto ao campo profissional foi, exactamente, ambas termos optado por uma licenciatura na área do Secretariado em vez da área de Docência! Também eu optei pelo secretariado pelos mesmos motivos que naquele texto apresentou.
    No entanto, ao contrário de si, hoje, aos 34 anos, sinto-me completamente frustrada, insatisfeita, não realizada e sem expectativas em relação ao meu futuro profissional. Penso em mudar, mas não sei para quê, nem como… pois também as circunstâncias não são as melhores e… a idade vai passando. Mantenho-me neste emprego porque preciso, obviamente, tenho uma família para sustentar e contas para pagar mas sinto-me dia para dia a envelhecer e diminuir-me à custa deste trabalho. Por vezes faço um esforço para gostar mas não consigo… as funções que faço são funções extremamente básicas em que não é necessário, de todo, uma licenciatura para as fazer e, o ambiente fabril, não é também o meu ideal… o nível de linguagem e educação que me defronto, entriste-me. Sinto que tenho de “descer”, anular-me e isso faz-me sofrer imenso…
    Desculpe o desabafo e obrigada por partilhar connosco posts tão interessantes! Beijinhos

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