Acordam e agarram-se imediatamente ao computador, ao telemóvel, numa ânsia desenfreada pela resposta às mensagens que enviaram no dia anterior, ainda que tenham sido enviadas à meia noite ou até mais tarde. Como se as pessoas não dormissem...
Não fazem pausas para a diversão nem para o convívio com a família ou com os amigos porque, até este, é interrompido pelos plim plim do telemóvel, que anunciam notificações importantes ou nem por isso.

Tudo seria muito mais agradável se as pessoas em vez de viverem para trabalhar, trabalhassem para viver.
Algumas hoje não vivem, sobrevivem (as que conseguem sobreviver...). E as que sobrevivem, essas coitadas, passam a vida numa luta contra o tempo, numa ânsia de fazer mais e mais, sem conseguirem desligar o botão. E se são obrigadas a desligá-lo por qualquer razão, vem a culpa, o sentimento de impotência, a depressão, o stress.
Longe vão os tempos em que as pessoas levavam uma vida menos agitada, mais saudável, com tempo para si e para os outros.
A vida não é nem pode ser só trabalhar.
A vida é muito mais que isso.
A vida é diversão, é alegria, é fazer o que se gosta com quem se gosta.
Viver é amar, é cuidar de si e dos outros.
Deixo um conselho a todos quantos vivem para trabalhar. A vida é tão efémera que, viver para trabalhar, é desperdiçar o que há de bom nesta vida.
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