sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Finalmente estou comigo!

Que grande correria que foi o último mês!
Que grande ginástica que foi conciliar trabalho, casa, família, lazer!
Não foi nada fácil, aliás, houve dias em que não foi mesmo possível conciliar nada! E de quem foi a culpa? Minha, principalmente minha! Não fui capaz de dizer não a praticamente nada. Não fui capaz de pensar primeiro em mim e só depois nos outros. Fiz tudo mal. 
Num mês, fui apenas um dia ao ginásio, fiz mais refeições fora de casa do que em casa, não preparei as minhas refeições previamente, passei muito menos tempo com a família e, sobretudo, não cuidei de mim, não consegui estar comigo. Tudo isso porque não consegui gerir o tempo, tendo dado muito mais aos outros que a mim.
Hoje é feriado e, felizmente, estou em casa.
Estou em casa e decidi estar comigo, com os meus pensamentos, no aconchego do meu lar.
Podia ter aproveitado o dia para sair, passear e distrair-me, dizem vocês. Pois podia, mas aqui em casa eu consigo estar comigo. E sabe tão bem! E, além disso, eu não preciso de me distrair, eu preciso de me concentrar em mim, naquilo que me faz bem e, principalmente, decidi aproveitar o tempo para me organizar.
Claro que o trabalho é muito importante, claro que preciso dele para adquirir alguns bens essenciais, mas a minha vida não depende exclusivamente do trabalho. A minha vida depende do meu bem estar interior, do meu bem estar físico e, sobretudo, do tempo que dedico a mim própria.
Hoje consegui, finalmente, sentar-me para escrever sobre o que me vai na alma e, acreditem, está a ser uma forma excelente de passar o dia.
Decidi não olhar o relógio hoje. A minha prioridade sou eu.
Decidi não pensar nos outros, muito menos colocá-los antes de mim.
Podia ter aproveitado o feriado para adiantar as compras habituais do fim de semana, mas decidi não o fazer. Amanhã também é dia. Hoje o dia é para mim, para estar comigo.
Não liguei a televisão, evitei ver notícias para não me perturbar (infelizmente nos últimos dias as notícias têm sido devastadoras).
Não me isolei do mundo, mas quase. Tentei estar apenas com o que me faz bem: a minha família, no aconchego do meu lar.
Consegui ler, escrever, meditar, estar com a família, tudo isto no mesmo dia. Fantástico!


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