quinta-feira, 16 de julho de 2026

A felicidade mora nas pequenas coisas


 A felicidade mora, muitas vezes, nas pequenas coisas.

Numa flor que desabrocha e nos prende o olhar. Num livro que começamos a ler e que nos faz esquecer o mundo por instantes. Numa música que ouvimos e que nos transporta para um lugar de paz. Num gesto simples de alguém que nos é querido. Numa conversa leve, sincera, sem malícia. Num abraço inesperado de quem nos faz bem e aparece sem aviso, apenas porque sim.

São momentos discretos, quase impercetíveis para quem vive sempre apressado. Mas são eles que dão cor aos dias, aquecem o coração e nos lembram que a felicidade não está, necessariamente, nas grandes conquistas. Está, muitas vezes, nesses pequenos instantes que, sem fazermos conta, acabam por ser os que mais guardamos na memória.

Porque, no fim, são as pequenas coisas que valem tanto.

segunda-feira, 29 de junho de 2026

Altos e baixos

É assim a vida.

Feita de altos e baixos.

Num dia, sentimo-nos leves, felizes, como se tudo estivesse no lugar. No dia seguinte, acontece alguma coisa que nos faz descer alguns degraus. É a vida a acontecer.

E será sempre assim. Está tudo bem.

A vida não é perfeita. Se o fosse, viveríamos num paraíso. Mas não vivemos. Vivemos no mundo real, onde a alegria e a preocupação caminham lado a lado, onde o inesperado faz parte do caminho.

O verdadeiro desafio não é evitar as quedas, porque isso é impossível. É aprender a manter o equilíbrio, mesmo quando o chão parece fugir-nos dos pés.

Não é fácil. Nunca foi.

Mas também não é impossível.

Ao longo dos anos, fui ultrapassando tantos desafios que, sem dar por isso, me tornei uma pessoa mais forte, mais serena e mais confiante de que tudo passa.

Continuo a dizer: não é fácil. Mas faz parte da vida.

E, quando não há nada que possamos fazer, talvez a maior sabedoria seja esta: esperar, confiar e acreditar que dias melhores virão.

sexta-feira, 26 de junho de 2026

O valor da autenticidade

Gosto de pessoas humildes e sinceras.

Gosto de pessoas que não sentem necessidade de mentir sobre os seus hábitos, os seus gostos ou as suas preferências, mesmo quando são diferentes dos da maioria.

Gosto de quem assume quem é, sem medo dos comentários ou dos julgamentos alheios.

Há pessoas que mentem constantemente para criarem uma imagem de si próprias que não corresponde à realidade. Não o fazem necessariamente para rebaixar os outros, mas para parecerem melhores do que são.

Acredito que, muitas vezes, já nem saibam viver de outra forma. Vivem numa mentira durante tanto tempo que acabam por acreditar nela.

Para mim, a humildade tem um valor imenso.

Prefiro ser feliz à minha maneira, fiel à minha verdade, sem máscaras e sem preconceitos.






quinta-feira, 16 de abril de 2026

Um até já… não um adeus!

Há algum tempo que este espaço tem estado mais silencioso. Não por falta de vontade, mas sobretudo por falta de tempo — esse recurso tão precioso e, tantas vezes, tão escasso. Mas não só.

Ao longo dos anos, fui também percebendo que os hábitos mudaram. Hoje, a forma como lemos, partilhamos e acompanhamos conteúdos é diferente. Os blogues já não ocupam o mesmo lugar no quotidiano de muitos leitores, que se voltaram mais para as redes sociais, onde tudo acontece de forma mais imediata, mais rápida, mais acessível.

Foi também por isso que passei a escrever com mais regularidade na página de Facebook Bem Viver – o meu estilo de vida. Na verdade, sinto que ela é uma extensão natural deste blogue — uma continuação do mesmo olhar, da mesma forma de estar, apenas adaptada a um meio com maior alcance e maior proximidade no dia a dia.

Mas se me perguntarem se prefiro o blogue… a resposta é simples: sim. Continuo a gostar muito deste espaço. Gosto de o reler, de percorrer os textos antigos, de revisitar memórias e pensamentos que aqui fui deixando desde 2011, o ano em que tudo começou. Este blogue é, de certa forma, um registo da minha própria história.

Por isso, não — isto não é um adeus.

É, antes, um reconhecimento de que os ritmos mudaram. Que a vida se reorganizou. E que, embora este espaço já não tenha a regularidade de outros tempos, continua a fazer sentido.

Continuarei a escrever. Talvez com menos frequência, mas com o mesmo gosto de sempre.

Até breve.

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